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O som da música e o turismo em Salzburgo

Difícil pensar em uma cidade que tenha um espírito tão musical quanto Salzburgo. A quarta maior cidade da Áustria não é apenas a cidade natal de Mozart, um dos compositores mais geniais da história, mas também sedia todos os verões o Festival de Salzburgo, um dos maiores eventos musicais da Europa. Além disso, a cidade foi também cenário do filme The Sound Of Music (A Noviça Rebelde, em português), musical da década de 1960 baseado na história real dos von Trapp, uma família de músicos austríacos que fugiu do Nazismo na Europa e acabou fazendo bastante sucesso nos EUA.

Como isso não bastasse, Salzburgo também oferece outras atrações turísticas bem legais, principalmente relacionadas à sua história e arquitetura barroca, ainda hoje muito bem preservada. E foi atrás dessa mistura de história e música que eu e o Paulo embarcamos para um passeio de um dia na “Fortaleza de Sal” (o significado do nome Salzburgo).

Viemos para Salzburgo saindo de Viena, no dia seguinte à nossa saída de Praga. Chegamos por volta das 23h na capital da Áustria, fomos ao hostel e já na manhã seguinte acordamos cedinho para embarcar rumo à cidade musical. Saímos de Viena pela ÖBB às 6h30 e pouco mais de duas horas depois (às 8h50) chegamos à Salzburgo.

Uma das minhas grandes felicidades aconteceu já no início do passeio: ao chegarmos em Salzburgo, fomos recebidos por neve (estava com medo de não pegar nem uma nevezinha pra contar a história, e essa mais do que deu conta do recado). Para melhorar ainda mais a história, já na estação de trem encontramos o Tour Sound of Music, da empresa Panorama, que passa pelas principais locações do filme. Como o tour leva cerca de meio dia, resolvemos aproveitar, já que era uma forma de também conhecer os arredores da cidade, que são muito bonitos. Aliás, uma coisa que percebi é que, faça neve ou faça sol, Salzburgo oferece uma vista privilegiada aos visitantes.

Felizmente, não tivemos que esperar muito tempo, pois o tour começava às 9h15. A primeira parada foi no Palácio Mirabell e seus famosos jardins, uma das principais locações do filme (pra quem já assistiu, é onde eles cantam a música Do-Ré-Mi). Mas além de ser lindo, a construção tem uma história bem legal: foi erguido em 1606 por Wolf Dietrich von Raitenau, o príncipe-arcebispo de Salzburgo, para sua amada, Salome Alt. Ao longo dos séculos, foi sofrendo modificações até chegar à sua aparência neoclássica atual.

Palácio Mirabell, lindo mesmo no inverno
Palácio Mirabell, lindo mesmo no inverno
Na frente, os jardins do palácio Mirabell; ao fundo, a Fortaleza de Hohensalzburg
Na frente, os jardins do palácio Mirabell; ao fundo, a Fortaleza de Hohensalzburg
Mais Mirabell
Mais Mirabell

Depois, fizemos uma parada em frente ao Palácio Leopoldskron, a parte de trás da casa da família Von Trapp no filme. O lugar é lindo…

Palácio Leopoldskron: lindo sim ou com certeza?
Palácio Leopoldskron: lindo sim ou com certeza?

Avante no tour, passamos pelo Palácio Hellbrunn, que serviu como parte da frente da casa da família Von Trapp cinematográfica. Ali também foi reconstruído o Gazebo em que foi gravada a música “16 going on 17”, cantada pela personagem Liesl von Trapp, a filha mais velha da família.

I am sixteen, going on seveteen
I am sixteen, going on seveteen

Logo depois, uma rápida passada em frente ao Convento Nonnberg, onde a Maria von Trapp real estudou para ser noviça e onde ela e o capitão se casaram. Infelizmente, não dá pra visitar por dentro, mas pelo menos dá para ter uma noção de como é…

Convento Nonnberg
Convento Nonnberg

A próxima parada foi um pouco mais longe: saímos da cidade de Salzburgo e demos uma volta pelo distrito de St Gilgen, a área em volta do lago Wolfgang. Se a neve já era linda em Salzburgo, imagina nessas colinas… Impossível não lembrar da Julie Andrews cantando “The hills are alive”. Ah, é, quase esqueço de dizer: enquanto nosso guia nos levava pelos pontos turísticos, escutávamos a trilha do filme; afinal, tínhamos que nos ambientar, né? 😛

The hills are alive...
The hills are alive…

Ali perto, na cidadezinha de Mondsee, visitamos a capela onde foi gravado o casamento dos personagens vividos Julie Andrews e Christopher Plummer. Como já eram quase 14h, nosso guia parou para comermos alguma coisa, mas, como quisemos explorar um pouquinho da vila, só experimentamos um apfelstrudel com creme, uma das sobremesas típicas da Áustria.

Por fim, voltamos para Salzburgo, onde nosso guia nos deixou em frente ao Mirabell. O Tour Sound of Music tinha acabado, mas ainda tinha muito mais de música para vermos em Salzburgo.

Caminhamos pela Mirabellplatz e atravessamos a ponte Staatsbrücke em direção ao Centro Histórico, onde a próxima atração era a Mozart Geburtshaus, a casa em que Mozart nasceu e viveu boa parte de sua vida, até mudar-se para Viena.

Museu do Mozart
Museu do Mozart

Hoje, a casa é um museu que, além de contar sobre a vida do músico, também mostra bem como era a vida na Áustria, principalmente em Salzburgo, no século XVIII. Mesmo não sendo um museu extraordinário, acho que vale a pena por ser pequeno e poder ser visitado em pouco tempo. É mais legal para quem é fã de música clássica e de Mozart, já que conta bastante do desenvolvimento musical e da personalidade excêntrica do gênio.

De lá, fomos para a visita mais esperada por nós para aquele dia: a Fortaleza de Hohensalzburg, que deu origem à cidade e um dos maiores castelos medievais que ainda existem na Europa. Mas antes, uma fotinho com nosso amigo excêntrico em cima da escultura Sphaera (diz a lenda que o cara está olhando para uma mulher lá do outro lado; não vi).

Chegando na fortaleza...
Chegando na fortaleza…
A Sphera
A Sphera

Para chegar até a fortaleza, é necessário subir um elevador. Sugiro que quem vai no inverno se prepare muuuuito bem para o frio, pois o clima “nevoso” de Salzburgo é bem úmido, e você pode realmente passar mal se não se proteger bem e ficar quentinha(o). Eu (que estava de luvas de lã que molharam) que o diga.

Além do problema do frio – que também não é grande problema se você está protegido -, outro obstáculo da neve é que, dependendo da intensidade do nevoeiro, é realmente impossível de ver qualquer coisa dois palmos à sua frente. Por isso, quando chegamos lá em cima, ficamos um pouco decepcionados, já que não dava para curtir a vista.

Felizmente, o tempo logo abriu e pudemos aproveitar um pouco da paisagem salzburguense. Além da vista linda, ainda dá pra conhecer bastante da história do lugar, construído a partir de 1077; as entradas incluem um áudio guia bem completinho que conta bem o que rolava em cada parte da fortaleza: galerias, câmaras de tortura, a torre de vigia – onde há a melhor vista – etc. Caso você desça, para subir vai ter que pagar de novo. E o preço não é dos mais baratos: 11 euros por pessoa (há descontos para crianças e grupos).

Lá de cima da fortaleza...
Lá de cima da fortaleza…

Na volta, paramos para dar um oi para Mozart na Mozartplatz. Por último, fizemos uma visita rápida à Catedral de Salzburgo, que fica na Residenzplatz. Ao redor também ficam outras igrejas, como a franciscana. A presença religiosa era forte na cidade, mesmo para os padrões da época.

Celeb local
Celeb local

Como já eram 18h e não tínhamos almoçado, resolvemos ir jantar e pedirmos tudo o que tínhamos direito: o restaurante escolhido foi o S’Nockerl im Elefant, que afirma ter o melhor Salzburger Nockerl da cidade. Essa comida com nome difícil nada mais é do que a sobremesa típica de Salzburgo (uma espécie de creme nevado e assado com geleia de morango), servida em doses cavalares. Mas antes dela, tomamos um choppinho básico de meio litro e comemos um filé suíno com brócolis e spätzle. Quando fomos pedir a sobremesa, uma surpresa: ela é servida para grupos, então imagina o tamanho do monstrinho. Mas, como não somos de desistir, fomos até o máximo que deu (nós dois juntos comemos muito e não chegamos nem na metade!). Enfim, fomos derrotados pelo Nockerl, mas vale muito a pena!

Um choppinho de leve...
Um choppinho de leve…
.. filé suíno, brócolis e spätzle no restaurante im Elefant...
.. filé suíno, brócolis e spätzle…
E o monstro!
E o monstro!

Por fim, saímos rolando do restaurante em direção à estação ferroviária, pois já eram 20h e nosso trem saía às 21h. Ainda conseguimos passar na Ponte Makartsteg, com seus milhares de cadeados, mas não tínhamos nenhum para deixar lá.

Vai um cadeadinho aí?
Vai um cadeadinho aí?

Voltamos para Viena excessivamente bem alimentados, de corpo e de alma: Salzburgo é mesmo uma cidade que soa bem. Que não seja a única vez que vamos ouvi-la. Play it again, Sam!

Nos vemos em Viena! 😉







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